Historia

idade comteporanêa

17:18

Idade comtemporânea

Postado por Jeverson

Começa com os grandes movimentos revolucionários europeus que derrubam o absolutismo, implantam a economia liberal e extinguem o antigo sistema colonial. A Revolução Francesa, em 1789, é considerada o marco que separa a Idade Moderna da Contemporânea, que continua até os dias de hoje. Os principais marcos são as duas guerras mundiais, os conflitos nacionais e a revolução industrial, que transforma a estrutura social e econômica da sociedade.

17:16

Fim da URSS

Postado por Jeverson

A União Soviética foi um dos países mais importantes para a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Entretanto, também foi um dos países mais abalados economicamente. Mesmo assim, o governo de Joseph Stálin foi capaz de realizar um eficiente planejamento, colocar a URSS nos trilhos do desenvolvimento e a transformar em uma das grandes potências mundiais, ao lado dos Estados Unidos. Após ter governado a URSS por 29 anos, Stálin morreu em 1953, sendo sucedido por Nikita Krushev. O governo de Stálin, embora tenha transformado a União Soviética em uma potência, foi marcado pelo autoritarismo, ditadura, falta de liberdade e corrupção. Krushev, quando assumiu o poder, decidiu acabar gradativamente com a política autoritária do governo anterior e procurou adotar uma política de paz com os países capitalistas. No entanto, em 1964, Krushev foi deposto, sob a acusação de abuso de poder. Em seu lugar assumiu Leonid Brejnev, o qual governou até 1982. Foi justamente nessa época (por volta de década de 70) que os problemas econômicos e sociais se acentuaram. Em razão da URSS se manter isolada economicamente da maior parte do mundo, sua indústria se tornou atrasada. Se há alguns anos o país era um grande exportador de alimentos, o mesmo passou a ser importador. Com o declínio da atividade industrial e agrícola, surgiram inúmeros problemas sociais, principalmente o aumento do desemprego. Após a morte de Brejnev, em 1982, Andropov e Constantin Tchernenko assumiram o governo. No entanto, foi em 1985, com a entrada de Mikhail Gorbatchev, que a União Soviética passou por bruscas mudanças políticas, econômicas e sociais. Ciente dos problemas que o país passava, Gorbatchev propôs dois planos: a perestroika (reestruturação) e a glasnost (transparência). A perestroika nada mais era do que um conjunto de medidas que propunha modernizar e dinamizar a economia do país. Assim, o plano autorizava a existência de empresas privadas, a entrada gradual de multinacionais e estimulava a concorrência entre as empresas. Já a glasnost previa a diminuição da atuação do Estado na vida do cidadão, ou seja, nas questões civis. Por meio da glasnost, foi dada liberdade de expressão, os presos políticos foram soltos, entre outras medidas. Com essas profundas mudanças, tornou-se claro que a União Soviética estava com seus dias contados. Temendo o quadro político que estava instalado na Rússia, as outras repúblicas começaram a exigir autonomia. Em 1991, quase todos os países já eram independentes. O fim definitivo da URSS foi oficializado em 21 de dezembro de 1991, com a criação da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), organização supranacional formada por Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Cazaquistão e Uzbequistão.
A União Soviética foi um dos países mais importantes para a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial

17:16

Guerra da Coréia

Postado por Jeverson

Após a Segunda Guerra Mundial, o antagonismo existente entre Estados Unidos e União Soviética era algo palpável. Em 1945, os dois países firmaram um acordo que definiu sistemas políticos opostos em um importante e estratégico país na Ásia: a Coréia. Conforma havia sido estabelecido na Conferência de Postdam, a parte norte da Coréia seria de orientação socialista, enquanto a parte sul, capitalista. Nesta divisão, podemos observar claramente a bipolaridade da Guerra Fria: sul (apoiado pelos EUA) x norte (apoiado pela URSS). Segundo o acordo estabelecido logo após a Segunda Guerra, as Coréias seriam divididas pelo paralelo 38º. Em 25 de junho de 1950, tropas da Coréia do Norte invadiram e tomaram a capital da Coréia do Sul, Seoul, sob o pretexto de violação de tal paralelo. No fundo, os comunistas queriam unificar todo o território em prol de seu sistema político. No mesmo dia, vários países do mundo se reuniram na ONU para discutir sobre a agressão. Assim, graças também ao fato da União Soviética não estar presente na reunião, a invasão foi considerada ilegítima. Desta forma, as tropas das Nações Unidas, sob a liderança dos Estados Unidos, entraram no conflito. As tropas da ONU e dos EUA, além de expulsar os norte-coreanos da Coréia do Sul, foram capazes de conquistar a capital da Coréia do Norte, Pyongyang. Em função disso, a China, que tinha um regime comunista, se sentiu ameaçada pelas pretensões norte-americanas. Assim, os chineses também entraram no conflito e apoiaram os norte-coreanos. A entrada da China deu significativo equilíbrio à guerra, até que os Estados Unidos decidiram partir para a procura de uma solução diplomática. Em 1953 foi assinado o Armistício de Panmunjon, acordo que restabelecia os limites das Coréias e que foi capaz de dar fim aos intensos conflitos na região. A Guerra da Coréia resultou na morte de cerca de três milhões e meio de pessoas

17:15

Guerra Fria

Postado por Jeverson

A Guerra Fria foi uma espécie de conflito teórico, ou seja, em que não houve uso de força militar, entre os Estados Unidos e a União Soviética. O mesmo se iniciou logo após a Segunda Guerra Mundial e terminou no fim da década de 80, com a decadência da URSS. Após a Revolução Russa e a instalação do socialismo na Rússia, o país começou a viver um período de significativas mudanças socioeconômicas. De fato, a União Soviética estava se transformando em uma grande potência, tendo inclusive, grande importância para a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Após o fim desta guerra, o mundo passou a conviver com duas grandes potências e dois sistemas políticos antagônicos: os Estados Unidos e o capitalismo versus a União Soviética e o socialismo. A partir de 1945, os dois países começaram uma intensa e longa disputa que envolveu diversos aspectos. Como já foi dito, a Guerra Fria não envolveu um confronto direto entre as duas potências. No entanto, a necessidade de se “armar até os dentes” era algo vital nesse jogo de poder. As alianças militares também eram fundamentais. Desta forma, foi criada a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), presidida pelos EUA e formada pela maioria dos países da Europa Ocidental; e foi feito o Pacto de Varsóvia, tratado elaborado pela URSS que propunha a defesa mútua dos países socialistas. Para muitos, o principal motivo que levou os dois países a não entrarem em uma guerra propriamente dita foi o equilíbrio existente entre os mesmos. Tanto os Estados Unidos quanto a URSS possuíam armas nucleares, por isso, sabiam que uma guerra desta proporção poderia acabar com grande parte do mundo. Assim, outras formas de manifestar a superioridade de um sistema ou outro eram necessárias. A corrida espacial era uma grande oportunidade de mostrar ao mundo tal superioridade. Ambos os países tentavam atingir objetivos inéditos até então. Resultados: em 1957, a URSS lançou o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a entrar em órbita; em 1969, um americano foi o primeiro homem a pousar na Lua. No âmbito econômico, os Estados Unidos logo criaram o Plano Marshall, o qual previa ajuda financeira para os países da Europa Ocidental, significativamente abalados pela Segunda Guerra Mundial. Nesse contexto, podemos observar uma clara preocupação dos americanos em não deixar a Europa passar para o lado socialista. Um dos maiores símbolos da bipolaridade existente na época foi o Muro de Berlim. Na verdade, a Alemanha foi dividida em dois países: República Federal da Alemanha (capitalista) e a República Democrática Alemã (socialista). O muro dividia a cidade alemã de Berlim ao meio, deixando bem clara a divisão do mundo em duas idéias, dois sistemas e duas realidades. Um dos conflitos militares em que as duas potências tiveram participação indireta foi a Guerra da Coréia. Ocorrido entre 1951 e 1953, o conflito se baseou na disputa entre a parte norte (socialista e com o apoio da URSS) e a parte sul do país (capitalista e apoiada pelos EUA). A falta de democracia, os gastos excessivos e principalmente o isolamento econômico feito em relação aos países capitalistas fizeram com que a URSS passasse por uma séria crise econômica. De fato, as condições sociais de sua população estavam significativamente piores. Tudo isso levou ao final da URSS. A partir da entrada de Mikhail Gorbatchev ao poder, em 1985, o mesmo iniciou um processo que resultou no fim do socialismo naquele país e nos aliados. Um dos marcos históricos que simbolizam o fim da Guerra Fria e a vitória do capitalismo é a queda do Muro de Berlim, em 1989.

17:14

Plano Marshall

Postado por Jeverson

A Segunda Guerra Mundial foi um sangrento conflito que, embora tenha afetado todo o mundo, se concentrou no continente europeu. Após a guerra, os países europeus, inclusive os vencedores, se encontravam em uma péssima situação: além dos enormes gastos que tiveram com o conflito, seus meios de produção foram arrasados, parte de sua população (e mão-de-obra) foi morta, etc. De fato, a Europa precisava se reorganizar, principalmente no âmbito econômico.
Nessa época, começava a bipolaridade existente no mundo entre Estados Unidos e União Soviética, entre capitalismo e socialismo. Os Estados Unidos perceberam que a fragilidade da Europa era um trunfo para o avanço do socialismo no continente, por isso pensaram logo em uma forma de manter os países da Europa Ocidental do seu lado.
A forma encontrada foi o Plano Marshall (Marshall era o sobrenome do secretário de Estado americano), o qual previa uma ajuda financeira de algo em torno de US$ 13 bilhões para a Europa. Descontando a inflação, esse valor corresponderia atualmente à cifra de US$ 130 bilhões, se tomarmos como base o ano de 2006. O Plano Marshall Esses bilhões de dólares foram capazes de manter a Europa, de uma forma ou de outra, bastante próxima dos Estados Unidos.
Se foi uma estratégia americana ou não, o Plano Marshall funcionou. Após o seu fim (4 anos), os países europeus haviam se recuperado bem dos prejuízos da Segunda Guerra; a maioria deles havia crescido até mais do que os níveis registrados antes do conflito. Os países que mais participaram do plano foram Inglaterra, França, Alemanha e Itália.

17:13

Totalitarismo

Postado por Jeverson

De forma bastante simples, podemos definir Totalitarismo como um regime no qual um único indivíduo domina todo o Estado, tomando para si todos os tipos de poderes existentes. O totalitarismo foi algo presente no contexto do pós-Guerra, tendo como suas expressões máximas o Nazismo de Adolf Hitler, na Alemanha; o Fascismo de Mussolini, na Itália; e o Stalinismo de Josef Stalin, na União Soviética. A principal característica de um regime totalitarista é a eliminação de toda e qualquer oposição política. Desta forma, para os totalitaristas, a existência de múltiplas organizações partidárias prejudicaria o empenho de toda a nação em direção a um único caminho. Por isso, há a adoção de um sistema unipartidário. No contexto econômico, a intervenção do Estado é algo de fácil conclusão. Nesse sentido, o governo procurava se enriquecer mais e mais, colocando o fator Mercado em segundo plano. Assim, o Estado assumia o controle de todos os bens e fontes de recursos existentes por meio da administração de empresas estatais. Podemos destacar também, a ênfase dada pelos regimes totalitaristas na indústria de base, bélica e de tecnologia, setores estratégicos em casos de uma guerra, por exemplo. Outra característica marcante do Totalitarismo é a existência de uma política de intolerância a quaisquer manifestações contrárias às suas formas de atuar. Desta forma, muitos cidadãos eram presos, torturados, exilados ou até mesmo mortos por causa de suas ideologias políticas contrárias ao regime instalado. Os regimes totalitaristas utilizavam a propaganda como principal instrumento de domínio ideológico da população. Assim, utilizavam a história da nação e as imagens de heróis nacionais para despertar na população um sentimento de patriotismo e orgulho. É importante ressaltar que cada regime totalitarista teve certas características peculiares. Além disso, podemos afirmar que, embora o Totalitarismo seja algo difícil de ser aceito no mundo atual, predominantemente democrático, é possível localizarmos traços do regime em políticas adotadas por muitos países.

17:13

Segunda Guerra Mundial

Postado por Jeverson

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o mundo vivia um período de grandes instabilidades políticas e diplomáticas. O Tratado de Versalles propunha uma série de punições aos países perdedores da guerra, fato que revoltava os alemães. A Itália, embora tenha passado a lutar ao lado dos vencedores da Primeira Guerra, não havia recebido os territórios que almejava. O Japão era outro país bastante insatisfeito com a ordem internacional estabelecida, uma vez que se industrializava rapidamente e pretendia ampliar seu domínio territorial. Todas essas situações de revanchismo despertaram um clima de hostilidade. Os regimes totalitaristas implantados na Alemanha e Itália, representados nas figuras de Hitler e Mussolini, respectivamente, colocaram esses países de uma vez por todas na onda do imperialismo. A Alemanha ocupou a Áustria em 1938 e parte da Tchecoslováquia, posteriormente. A Itália invadiu a Etiópia em 1935 e o Japão conquistou a Manchúria em 1931. Todas essas situações contribuíram para a eclosão da Segunda Guerra Mundial, enorme conflito que durou entre 1939 e 1945. O despertar da guerra ocorreu em 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia. Assim, as alianças ficaram evidentes: de um lado, o Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão; de outro, o grupo dos Aliados, formado por Inglaterra, França, União Soviética, e posteriormente, Estados Unidos. Entre 1939 a 1941, houve uma série de significativas vitórias do Eixo. Esses países conquistaram o norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e certas regiões da África. Em 1941, temos um fato que foi fundamental para o final da guerra: os japoneses atacaram a base militar americana de Pearl Harbor, no Oceano Pacífico, fazendo com que os Estados Unidos tenham encontrado um motivo mais que suficiente para entrar de vez na guerra e lutar ao lado dos Aliados.
A entrada de uma potência econômica e militar como os Estados Unidos foi de grande importância para o declínio da força dos países do Eixo. No fim de 1914, os alemães atacaram a Rússia, porém o rigoroso inverno russo contribuiu e muito para o fracasso da invasão. Com isso, a Rússia organizou uma contra-ofensiva, fato decisivo para conter o avanço militar da Alemanha. Em 6 junho de 1944 (o chamado Dia D), as tropas aliadas, sob o comando do general americano Dwight Eisenhowe, desembarcaram na região da Alemanha próxima à França. Desta forma, os alemães foram “cercados” por todos os lados: pela contra-ofensiva russa e pela massiva ofensiva militar do Dia D. Vendo uma Alemanha toda dominada pelas forças aliadas, Hitler suicidou em 8 de maio de 1945 e suas forças se renderam. A Itália também foi derrotada pelas forças aliadas em 1945, e seu líder, Mussolini, foi preso e fuzilado em praça pública. O único país que ainda resistia à superioridade dos Aliados era o Japão. Por este motivo e para mostrar ao mundo seu grande poder bélico, os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. As bombas resultaram na morte de milhares de cidadãos japoneses, deixando um grande rastro de destruição nestas cidades. Assim, o Japão se rendeu em setembro de 1945. Estima-se que a Segunda Guerra Mundial resultou na morte de cerca de 50 milhões de pessoas. O Brasil teve uma participação bem mais significativa na Segunda Guerra do que na Primeira Guerra Mundial, tendo lutado ao lado dos Aliados, principalmente nas regiões da Itália. Entre as conseqüências da Segunda Guerra Mundial, podemos citar a criação da ONU (Organização das Nações Unidas), órgão internacional responsável por mediar conflitos de forma diplomática; e o surgimento da bipolaridade no mundo: de um lado, os Estados Unidos (capitalismo); de outro, a União Soviética (socialismo).

17:12

Crise de 29

Postado por Jeverson

A Crise de 29, também chamada de Grande Depressão, foi a maior crise econômica da história dos Estados Unidos. No início do século XX, os norte-americanos viviam um período de grande desenvolvimento econômico. Um dos principais aspectos que explicam tal situação foi a Primeira Guerra Mundial, a qual abalou as economias dos países europeus, obrigando-os a mergulhar na onda dos produtos americanos.A grande questão foi que no decorrer da década de 20, esses países já estavam recuperados economicamente. Desta forma, a compra dos produtos estadunidenses caiu drasticamente. Além disso, nos Estados Unidos, os salários dos trabalhadores eram baixos e insuficientes para acompanhar o enorme ritmo de produção. Tudo isso resultou em uma situação inevitável: havia muito produto para pouco mercado consumidor, ou seja, o que desencadeou a Crise de 29 foi a superprodução. Assim, muitas empresas tiveram que estocar ou dar outras soluções para seus excessos de produção, resultando em significativos prejuízos e na demissão de muitas pessoas. Como grande parte dessas corporações tinha papéis vendidos na Bolsa de Valores de Nova York, não deu outra: em 24 de outubro de 1929, os preços das ações caíram drasticamente. O que se via eram muitos querendo vender suas ações e ninguém querendo comprar, levando a uma verdadeira quebra (crash) da Bolsa de Nova York. Com isso, muitos investidores excessivamente ricos se tornaram pobres do dia para a noite. Para se ter uma idéia, mais de 12 milhões de norte-americanos ficaram desempregados. A crise americana afetou seriamente grande parte do mundo, principalmente os países europeus e o Canadá, afinal, os Estados Unidos eram os maiores compradores de vários tipos de produtos. No Brasil, por exemplo, o preço do café caiu significativamente, uma vez que os americanos eram os principais consumidores da mercadoria. Entretanto, tal fato levou os cafeicultores brasileiros a investirem no setor industrial. Os efeitos da Crise de 29 foram amenizados gradativamente por meio da política econômica do presidente americano Franklin Delano Roosevelt, conhecida como New Deal. Segundo o mesmo, o governo deveria intervir na economia, contrariando o princípio de que o mercado fosse capaz de se auto-regular. Assim, além de criar uma série de benefícios sociais, Roosevelt realizou a construção de grandes obras, como pontes, prédios públicos, hospitais, escolas, etc., as quais foram responsáveis pela diminuição significativa do desemprego nos Estados Unidos. Os efeitos da crise finalmente foram superados no início da década de 1940.

17:11

Revolução Russa

Postado por Jeverson

No início do século XX, a Rússia se encontrava em uma péssima situação econômica e social. O país era conhecido como o “celeiro” da Europa, uma vez que quase toda sua economia era baseada na agricultura; 80% de sua população vivia nos campos. Estes camponeses trabalhavam em condições deploráveis. Para se ter uma idéia, os mesmos trabalhavam durante o rigoroso inverno russo de -25ºC usando roupas finas. Além disso, eram obrigados a pagar altos impostos para o czar absolutista Nicolau II. Os operários das poucas fábricas russas também viviam na miséria e sem força política nenhuma. Em 1905, houve uma manifestação pacífica de milhares de operários de São Petersburgo em prol da busca por melhores condições sociais; no entanto, a mesma foi duramente repelida por Nicolau II, o qual ordenou que seus guardas eliminassem os manifestantes. Tal episódio ficou conhecido como o “Domingo Sangrento”. Mesmo diante de todos esses problemas de ordem social, econômica e política, a Rússia entrou na Primeira Guerra Mundial. Obviamente, os significativos gastos com a guerra agravaram ainda mais o clima de tensão no país. A grave situação pela qual a Rússia passava (fome, miséria, repressão, etc.), agravada ainda mais pelos gastos e pelas baixas causadas pela Primeira Guerra Mundial revoltou a população russa, eclodindo em manifestações que tomaram conta de todas as grandes cidades do Império. Os manifestantes reivindicavam melhores empregos, salários, condições de vida, além de desejarem um governo mais justo e democrático. A situação que o império russo passava era tão grave que os próprios homens de Nicolau II passavam a lutar ao lado do povo. Aquilo se tornou insustentável, resultando na queda do czar em 8 de março de 1917 e na instalação de um governo provisório comandado pela burguesia. O novo governo adotou uma série de medidas liberais, como a anistia política, por exemplo. No entanto, a Revolução Russa teve seu ápice com Lênin, um revolucionário e líder do Partido Comunista. Segundo ele, o governo provisório serviria apenas como um instrumento de dominação da burguesia. Desta forma, com a ajuda dos bolcheviques, prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o poder e implantou um conjunto de mudanças de cunho social, político e econômico, conhecido como Socialismo. As principais conseqüências da Revolução Russa foram o surgimento da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), resultando em um período de grande desenvolvimento; a consolidação dos movimentos operários e o avanço do socialismo em várias partes do mundo.

17:10

Primeira Guerra Mundial

Postado por Jeverson

A Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) foi um dos mais marcantes acontecimentos do século XX. De uma forma bastante resumida, podemos dizer que a guerra resultou no surgimento de uma grande potência: os Estados Unidos da América, e de uma nova hegemonia política no mundo. Podemos dizer que o imperialismo e a política econômica das potências européias foram os principais fatores que contribuíram para o desencadeamento do conflito. De fato, Alemanha e Itália estavam muito descontentes com tal situação, uma vez que eram obrigados a ver seus vizinhos ingleses e franceses se enriquecerem cada vez mais por meio da exploração das colônias na África, Ásia e América. Por outro lado, o enriquecimento das nações européias levou a uma corrida armamentista sem igual desde então. Além disso, a Europa vivia um momento de muita hostilidade: a França não via a hora de tomar a Alsácia-Lorena da Alemanha, região perdida no final do século XIX; a rixa entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia também era algo marcante. O estopim da guerra ocorreu quando Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, foi assassinado pelo sérvio Gavrilo Princip. Assim, em 28 de julho de 1914, a Áustria declarou guerra à Sérvia. O conflito entre os dois países abriu uma série de desentendimento entre os países, houve um verdadeiro efeito cascata. Diante disso, formaram-se duas alianças: a Tríplice Aliança, composta por Alemanha, Áustria-Hungria e Itália; e a Tríplice Entente, formada por Grã-Bretanha, França e Rússia. A guerra em si foi marcada por muitos avanços tecnológicos: o poder de fogo havia aumentado significativamente, houve o uso de aviões, tanques de guerra, gases tóxicos, etc. A entrada dos Estados Unidos, até então neutro, à Tríplice Entente, foi um fator decisivo para a vitória da aliança. Embora o Brasil também tenha se aliado à Tríplice Entente, sua participação na guerra foi tímida, tendo contribuído apenas no envio de enfermeiros e medicamentos. Por fim, as potências aliadas venceram a Tríplice Aliança, obrigando os países derrotados a assinar o Tratado de Versalles. Tal documento impunha duras penalidades aos países perdedores. No caso da Alemanha, por exemplo, o país teve seu exército reduzido, perdeu a região da Alsácia Lorena para a França, além de ter sido obrigada a pagar uma grande indenização. A Primeira Guerra Mundial resultou na morte de cerca de 10 milhões de pessoas. Nos anos posteriores à mesma, a Europa se encontrava abalada financeiramente, abrindo um lógico caminho para a consolidação da influência e do poder norte-americano sobre todo o mundo.

17:09

Guera de seçessão

Postado por Jeverson

Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana foi o maior conflito armado da história dos Estados Unidos. De fato, a guerra provocou a morte de cerca de 970 mil pessoas, o equivalente ao mesmo número de norte-americanos mortos nas duas Guerras Mundiais juntas. Os motivos do conflito foram as grandes diferenças socioeconômicas existentes entre os Estados americanos do norte e os do sul. A região norte dos Estados Unidos vivia um período de forte desenvolvimento econômico e industrial, já os Estados do sul eram basicamente agrícolas. No entanto, a diferença fundamental que desencadeou a Guerra Civil foi o fato da existência do trabalho assalariado no Norte e do trabalho escravo no Sul. Abraham Lincoln, um candidato do Norte, abolicionista e defensor da liberdade, foi eleito presidente, em 1860, fato que desagradou muito o Sul. Preocupados com uma possível abolição do trabalho escravo em seus territórios, onze Estados se desvincularam da União e formaram os Estados Confederados. Os rebeldes aprovaram com uma nova constituição e estabeleceram Richmond, na Virgínia, como capital. Até aí, não havia motivos suficientes para causar uma guerra. Diferentemente do que muitos pensam, a Guerra de Secessão não foi causada pela simples separação dos confederados, uma vez que sob o ponto de vista constitucional, nada obrigava um Estado a permanecer na União. O que iniciou o conflito armado foi o ataque confederado feito ao Forte Sumter, na Carolina do Sul, em 12 de abril de 1861. Tal ataque e a posição dos confederados em considerar a União como inimiga foi proporcionada pelo medo da propagação do abolicionismo, mesmo que fosse de um país para outro. Já a intenção da União e de Lincoln era salvar a unidade territorial dos Estados Unidos. Após muitas vitórias e derrotas de ambos os lados, prevaleceu a lógica: a União venceu. Para se ter uma idéia, dos 31 milhões de norte-americanos daquela época, 20 viviam nos Estados do norte. Além disso, grande parte da população do Sul era composta por escravos, que não podiam ir à guerra. Por fim, podemos citar outras inúmeras vantagens do Norte, como o uso de ferrovias e a possessão de uma força naval forte, por exemplo. A guerra terminou em abril de 1865, quando o general confederado Robert Lee pediu por termos da rendição. Embora o conflito tenha abalado de certa forma a economia do Norte, os Estados do sul foram os que mais tiveram prejuízos: muitas cidades foram destruídas, suas plantações arrasadas, sem contar o problema da falta de mão-de-obra. Mesmo assim, o espetacular crescimento econômico do Norte contagiou toda a nação americana nas décadas seguintes.

17:09

Unificação Italiana

Postado por Jeverson

Após a realização do Congresso de Viena (1814-1815) e a formação de um novo mapa político europeu, o território italiano foi dividido em oito Estados independentes, alguns deles sendo, inclusive, controlados pela Áustria. Com o fim de fazer a Itália voltar aos seus tempos de glória, surgiram diversos movimentos nacionalistas independentes, os quais tinham o objetivo comum de libertar o território italiano da dominação estrangeira. Nesse sentido, as primeiras tentativas foram feitas em 1831, pela organização Jovem Itália e seu líder Giuseppe Mazzini. Tratava-se de confrontos militares contra as forças austríacas na região. Embora os revolucionários tenham tido algumas significativas vitórias, não resistiram ao poder militar da Áustria. Mesmo assim, o movimento liderado por Giuseppe Mazzini foi importante para o crescimento do nacionalismo italiano e para o surgimento de outras manifestações. Uma das mais significativas delas foi liderada pelo próprio rei de um dos reinos italianos, o Reino Sardo-Piemontês, o qual buscou o apoio da França na luta contra a Áustria, que acabou derrotada e obrigada a entregar a Lombardia e os ducados de Parma, Módena e Toscana. Simultaneamente a essas disputas, ocorria outro confronto nacionalista na região sul da Itália, pelo controle do Reino das Duas Silícias. Liderados por Giuseppe Garibaldi, os voluntários, conhecidos como camisas vermelhas, tiveram sucesso na tentativa de libertação de tal região. Após todas essas conquistas, restavam apenas as cidades de Veneza e Roma para serem anexadas. Veneza foi incorporada em 1866, graças ao apoio da Prússia em outra guerra contra a Áustria. Já Roma foi anexada em 1870 com a ajuda de tropas francesas, tendo passado a ser, inclusive, a capital da Itália.

17:06

Unificação Alemã

Postado por Jeverson

Com o Congresso de Viena (1815), a região onde é o atual território da Alemanha foi dividida em 38 Estados independentes. Entre todos eles, Áustria e Prússia eram as nações mais poderosas e tinham posições divergentes. Enquanto a Áustria era um país predominantemente agrícola e não via com bons olhos a idéia da unificação alemã, a Prússia acreditava que desta forma era possível proporcionar um grande desenvolvimento à região. Um claro exemplo dessa divergência entre os dois países foi a exclusão da Áustria do “zollverein”, um acordo que eliminava as taxas alfandegárias, assinado entre a Prússia e todos os outros Estados alemães. Em 1862, o rei da Prússia nomeou Otto Von Bismark como primeiro-ministro, o que foi fundamental para a unificação alemã. Von Bismark era extremamente nacionalista e via o uso da força militar como principal alternativa em qualquer conflito. A primeira investida do mesmo foi a conquista dos ducados dinamarqueses de Schleswig e Holstein, uma vez que suas populações eram predominantemente alemãs. Em 1866, o primeiro-ministro provocou um conflito com a Áustria e saiu vencedor. Essa vitória foi de suma importância naquele contexto, uma vez que reduziu a grande influência política dos austríacos, abrindo o caminho para a criação da Confederação Germânica dos Estados do Norte. Mesmo com a unificação do Norte, os Estados do sul se mantiveram neutros, e Von Bismarck não interveio nessa situação. Para finalmente unificar toda a nação alemã, a estratégia do primeiro-ministro era a de provocar uma grande guerra e despertar o espírito nacionalista em todos os alemães. A França foi o alvo, já que era declaradamente contra tal unificação. Em 1º de Setembro de 1870, a França foi derrotada, tendo sido obrigada posteriormente a pagar uma multa muito grande para os padrões da época, além de ceder a região da Alsácia-Lorena. Após todos estes conflitos, o império alemão finalmente se unificou e começou a viver um período de grande desenvolvimento econômico e industrial.

17:05

Imperialísmo

Postado por Jeverson

Segundo o dicionário Michaelis, a palavra “imperialismo” significa “expansão ou tendência para a expansão do poder político e econômico de uma nação ou Estado sobre outro”. Desta forma, podemos concluir que imperialismo é a execução de uma influência social, política, econômica e cultural demasiadamente grande de um país sobre o outro. O imperialismo foi algo marcante no final do século XIX, época em que os avanços tecnológicos gerados pela Revolução Industrial resultaram em um grande aumento de produção. Como conseqüência disto, surgiu a necessidade de se expandir o mercado consumidor desses produtos, e mais, surgiu a necessidade de se obter mais matérias-primas. Diante destas necessidades, as grandes potências industriais da época começaram a exercer atitudes imperialistas. Assim, partiram para regiões da África, Ásia e Oceania com o fim de obter mais mercados consumidores, matérias-primas e mão-de-obra barata, ou seja, queriam o lucro. Desta forma, países industrializados como Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, França, etc., começaram a formar grandes impérios econômicos. O pretexto usado pelos países imperialistas era o de estarem levando a ciência e o progresso para os povos explorados. A ganância e a louca disputa por mais dinheiro e poder resultaram em diversos conflitos, desencadeando significativas rivalidades entre as potências imperialistas, fato que foi o principal motivo da Primeira Guerra Mundial.

16:57

Revolução Industrial

Postado por Jeverson

Damos o nome de Revolução Industrial ao conjunto de mudanças ocorridas na segunda metade do século XVIII, as quais marcaram o início da mecanização industrial. De fato, as mudanças sócio-políticas ocorridas nos século anteriores foram essenciais para o desencadeamento da Revolução Industrial e da modernização dos meios de produção. A constante ascensão da burguesia, que sempre ansiava por maiores lucros e menores custos, foi um destes fatores. Também podemos ressaltar o aumento populacional na Europa e a ampliação da demanda dos mercados consumidores. Diante destas situações, se iniciou na Inglaterra um processo marcado por significativos avanços tecnológicos. O pioneirismo inglês pode ser explicado a partir de muitos fatores. O primeiro deles é a enorme acumulação de recursos durante o capitalismo comercial. A presença abundante de carvão mineral em seu subsolo também foi algo decisivo, uma vez que esta era a principal fonte de energia na época. Além disso, podemos citar também a grande quantidade de mão-de-obra disponível na Inglaterra, fato provocado pelas políticas dos cercamentos. Entre alguns exemplos de avanços tecnológicos registrados nesta época, podemos citar a máquina de fiar, o tear mecânico e hidráulico, e o barco e a locomotiva a vapor. Embora a Revolução Industrial tenha dado maior velocidade ao processo de transformações da matéria-prima e aberto portas para o desenvolvimento do capitalismo, também resultou na ocorrência de sérios problemas sociais. Com o êxodo rural provocado pelos cercamentos, havia mão-de-obra em abundância nas cidades, o que levou à desvalorização do trabalho realizado nas fábricas. Para se ter uma idéia, os empregados tinham que trabalhar 18 horas por dia em péssimos ambientes de trabalho para receber um mísero salário no fim do mês. Esse paradoxo foi motivo para diversas manifestações e para a criação dos sindicatos. Posteriormente, o capitalismo industrial ganhou outras feições, o que muitos chamam de outras “fases” da Revolução Industrial. Na segunda metade do século XIX, surgiu a eletricidade, a ferrovia, o telégrafo e o motor a combustão (Segunda Revolução Industrial). Já na segunda metade do século XX, ocorreram novos e significativos avanços tecnológicos nas áreas da microeletrônica, robótica industrial, computadorização e biotecnologia, o que é chamado de Terceira Revolução Industrial.